segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Quando os bons partem e nos deixam órfãos

Dom Helder Câmara
DOM HÉLDER CÂMARA foi um revolucionário na Igreja Católica brasileira. Enfrentou a ditadura militar, passou a morar como os mais pobres de sua Arquidiocese de Olinda e Recife e um dos articuladores do "aggiornamento" provocado pelo Concílio Vaticano II. Um santo de nosso tempo. Faleceu em 1999. Um processo de beatificação está em curso.
Dom Luciano Mendes de Almeida
DOM LUCIANO MENDES DE ALMEIDA, arcebispo de Mariana, primaz de Minas Gerais, foi presidente da CNBB nos anos de ouro da conferência dos bispos e conduziu-a no auge do engajamento da Igreja em favor dos pobres, além de profundo defensor da ação das comunidades eclesiais de base latino-americanas e das pastorais sociais, testemunhando Jesus na vivência de uma religião lúcida, engajada com os grandes temas do bem comum para o Brasil. Partiu em 2006.
Dom José Maria Pires
DOM JOSÉ MARIA PIRES, emérito da sé da Paraíba, primeiro arcebispo negro do Brasil, conhecido como dom Zumbi, por sua defesa dos afrodescendentes, outro grande prelado católico que a segunda metade do século XX nos legou. Seguiu rumo ao Reino ontem (27 de agosto).

Todos foram boicotados pelo Vaticano inverno eclesial de Wojtyla/Ratzinger, mas sua obra sobrevive, porque marcadamente fundamentada no Evangelho de Jesus e no amor aos semelhantes, especialmente os pobres e deserdados.

Os três se foram em anos diferentes, mas num 27 de agosto. Coincidência ou providência, pouco importa. São homens santos, testemunhas fiéis do crucificado-ressuscitado. Tomara os atuais ministros da Igreja sigam seus luminosos exemplos.


Precisamos de sucessores desses profetas para enfrentar os mares revoltos do presente.

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