sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

6 de janeiro: Os santos reis do oriente e a tolerância

Cultura popular e tolerância religiosa
* Por Levon Nascimento

O calendário litúrgico e a cultura popular celebram hoje o fim do ciclo do Natal com a festa dos Reis Magos.

Segundo o evangelista Mateus (2,1-2), que não cita o número de personagens, eles foram os primeiros a reconhecer a divindade de Jesus, pois vieram para adorá-lo: “Tendo, pois, Jesus nascido em Belém de Judá, no tempo do rei Herodes, eis que magos vieram do oriente a Jerusalém. Perguntaram eles: Onde está o rei dos judeus que acaba de nascer? Vimos a sua estrela no oriente e viemos adorá-lo”.

Na bela canção “Ouro, incenso e mirra”, o poeta Padre Zezinho nos brinda com esta letra: “São três reis que chegam lá do oriente/ Para ver um rei que acaba de nascer/ Dizem que um é branco, o outro, cor de jambo/ O outro rei é negro e que vieram ver”.

Na verdade, é a tradição emendando a história para significar que os magos representam a universalidade das etnias humanas abertas à mensagem da tolerância cristã, tão em falta atualmente.

Outros, ainda, nos revelam seus nomes: Baltazar, Melchior e Gaspar. Seriam homens do “Oriente”, ou seja, de outras crenças, que vieram respeitosamente encontrar o “rei dos Judeus” recém-nascido a partir de suas experiências e conhecimentos em astronomia (ou astrologia!?). Credos que se reverenciam, ao contrário do fundamentalismo de alguns.

No Brasil, “Santos Reis” é sinônimo das folias cantadas de casa em casa, lapinha a lapinha, presépio a presépio, em humildade ritual de devoção, carinho e fraternidade.

Viva Santos Reis! Viva a fé simples, altruísta e compreensiva, que não se jacta melhor do que as demais! Todas elas carregadas da verdade de Deus.

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