sábado, 2 de maio de 2015

Taiobeiras e a violência: reflexões históricas no Facebook

Violência e extermínio da juventude em Taiobeiras
Textos que escrevi na rede social Facebook:

Quando vemos a situação de violência, criminalidade e medo na atualidade de Taiobeiras, pensamos que é coisa somente dos dias de hoje. Embora não se possa relativizar, investigando a história taiobeirense, ficamos sabendo que o povoado/distrito/município sempre teve momentos em que ficou sitiado pela insegurança, importada ou nativa. Leonídio, Renero, Zeferino e Maneca Primo: alguns nomes de "foras da lei" que aterrorizaram Taiobeiras no passado. E, olha que não falamos da classe dirigente de outrora, que resolvia suas contendas com intimidação e tiros. Será que há alguma relação processual na história de nossa violência? (20 abril de 2015)

O que terá acontecido à mulher e à filha pequena de Leonídio em Taiobeiras, após o seu extermínio, no longínquo 1920? Pobres e sem rosto, mulher e filha de "bandido", nem mesmo seus nomes foram legados à posteridade pela historiografia. (20 de abril de 2015)

Por que Maneca Primo, pistoleiro a soldo (mercenário), que dias antes havia participado da deposição de um governo legítimo em Salinas (Juventino Nunes) e ajudado a entronizar um coronel (Idalino Ribeiro) no poder daquela cidade, fez o que fez, aterrorizou e saqueou a pobre Bom Jardim das Taiobeiras, sem resistência dos "poderosos" do lugar, somente encontrando resistência e derrota em São João do Paraíso? (20 de abril de 2015)

Por que o povo do distrito de Bom Jardim das Taiobeiras fugiu para o mato em abril de 1926, por medo dos "revoltosos" (Coluna Prestes), mas não resistiu ou se escondeu dos pistoleiros do mando, muito mais impiedosos e injustos, ao longo das décadas de faroeste sertanejo? (20 de abril de 2015)

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