quinta-feira, 29 de maio de 2014

Taiobeiras: violência, paz, política e opinião (síntese de ideias da semana)

Infelizmente, a adesão à criminalidade não é somente uma questão de caráter, como afirmam alguns. A situação de pobreza aumenta o risco social e leva muita gente a cair nas armadilhas da marginalidade.
29/05/2014.

A luta por um mundo melhor e mais justo não para.
Eu escolhi as militâncias cultural-social e político-partidária para fazer parte desta luta.
A luta continua! Esperança, sempre!

28/05/2014.

Pessoas inteligentes se deixando dominar pelo "complexo de vira-latas". Complexo patrocinado pela grande mídia, aliada do capitalismo internacional brutal. Bradam contra seu próprio país, seletivamente escolhendo como alvo apenas a militância e o governo que mais trabalharam pelo povo em toda a história da nação. Imploram, disfarçadamente, para que "os fantasmas do passado" retomem o poder. É doutrina política mais do que conhecida: "a melhor forma de dominar um povo é fazer com que ele não goste de si mesmo". Pense nisso!
28/05/2014

Não existem mais prefeitos nem governadores no Brasil. As responsabilidades sobre saúde, educação e segurança também não são mais divididas entre municípios, estados e governo federal. Tudo é culpa da Dilma! Vai ser hipócrita assim lá no período colonial! Interessante notar como andam as administrações dos grupos políticos adversários de Dilma.
28/05/2014

É fato que a atual onda de violência encontra terreno fértil na juventude pobre, cotidianamente confrontada, humilhada e desafiada pela sociedade consumista e de ostentação. Na cara destes meninos e meninas que aderiram ao tráfico, todos os dias são aguçados os desejos mais profundos e irracionais da alma humana, tal e qual ocorre também com adolescentes e jovens das classes média e alta. A diferença é que com aqueles primeiros, geralmente excluídos das oportunidades mais básicas, inclusive da convivência familiar saudável, ainda lhes faltam os recursos financeiros para a satisfação dos desejos de consumo.
Fragmento de texto do livro "SEXAGENARIUS: reflexões pelos 60 anos de Taiobeiras", de minha autoria. 2014.


A escalada da violência em Taiobeiras, assim como no resto do país e no mundo inteiro, faz ressurgir velhos dizeres fascistas e psicóticos que desviam a atenção das misérias humanas que produzem a dor, o ódio e o crime. Os valores humanos se perdem nas vítimas mortas, nos escombros do medo que invade a sociedade e na vontade de vingança que envenena o coração das pessoas.
Fragmento de texto do livro "SEXAGENARIUS: reflexões pelos 60 anos de Taiobeiras", de minha autoria. 2014.


E se todas essas esperanças falharem, ainda restará uma esperança maior. Esperança de um jovem galileu que por aqui esteve há dois mil anos apenas praticando o amor. “Estranhamente”, mesmo amando tanto, foi condenado à morte por quem detinha o poder político em sua época. Apesar de todo o “sentimento de injustiça” que permeou sua morte numa cruz, brindou a todos com a “esperança vibrante” de voltar a viver ressuscitando três dias depois de sua execução pelos romanos. Espera... Esperança... Esperanças... presentes no doce sabor da justiça; exaladas no suave perfume da paz!
Fragmento de texto do livro "SEXAGENARIUS: reflexões pelos 60 anos de Taiobeiras", de minha autoria. 2014.


Taiobeiras é atualmente uma cidade de “contos de fadas”. Não se pode negar que haja muitos avanços, boa parte deles porque o Brasil também avançou. Mas não existe na classe política que a dirige uma sensibilidade para com os que estão à margem; para com as questões da juventude: vítima da violência e das drogas; para com as situações étnico-culturais e de gênero; para com a educação contextualizada e de qualidade; não há um olhar social efetivo e moderno ou comprometido como a elevação da dignidade da pessoa humana. Tudo isso tem de ser alcançado através da luta da comunidade.
Fragmento de texto do livro "SEXAGENARIUS: reflexões pelos 60 anos de Taiobeiras", de minha autoria. 2014.


Não basta somente uma sociedade avançar no plano econômico. É preciso criar os meios para que a política, a cultura e o regime democrático co-participem do crescimento da economia. Também, é necessário construir uma cidade que vá além da beleza de suas praças e avenidas ou da alegria de suas festas. Um lugar onde as pessoas, especialmente aquelas que estão segregadas pela pobreza, pelas drogas ou pelo baixo conhecimento cultural, sejam integradas ao convívio cidadão.
Fragmento de texto do livro "SEXAGENARIUS: reflexões pelos 60 anos de Taiobeiras", de minha autoria. 2014.


Famílias, escolas, igrejas e associações fariam muito bem à ‘politização’ social se levassem os seus membros a se tornar mais críticos, interpretativos dos sinais dos tempos, líderes em variadas situações, atuantes em favor da dignidade humana, justos nos negócios e na lida em sociedade.
Fragmento de texto do livro "SEXAGENARIUS: reflexões pelos 60 anos de Taiobeiras", de minha autoria. 2014.


Taiobeiras precisa de que cada cidadão e cidadã, com sua simplicidade e entendimento, participem da política, com suas histórias de vida, de sofrimentos e de vitórias; com pluralidade e ideias inovadoras, para além da cultura mercantilista, colonialista e consumista que se impôs historicamente sobre o povo e o município.
Fragmento de texto do livro "SEXAGENARIUS: reflexões pelos 60 anos de Taiobeiras", de minha autoria. 2014.


Na cultura taiobeirense, o consumismo arraigado faz com que as pessoas se endividem em “mil” prestações, de modo que “aparentem” certo status e condição econômica que não são reais. Busca-se muito o ter e o aparecer. Investe-se pouco no aprender novas coisas úteis e no “ser” um alguém com consistência. É necessário avançar para além dessa escravidão moral que, a qual, ainda, contribui para a degradação pessoal e ambiental. Cada um deve aprender a superar a cultura da aparência e do modismo fútil; e a viver com mais naturalidade e verdade as relações sociais.
Fragmento de texto do livro "SEXAGENARIUS: reflexões pelos 60 anos de Taiobeiras", de minha autoria. 2014.


Quando digo que o Alto Rio Pardo precisa de pessoas mais à “esquerda”, na verdade afirmo que nossas lideranças sociais, religiosas, comunitárias e políticas necessitam ultrapassar a mentalidade imediatista do capital e construir bases sólidas para que o humano cresça, eduque-se e consiga desenvolver uma nova consciência de mundo e de fraternidade.
Fragmento de texto do livro "SEXAGENARIUS: reflexões pelos 60 anos de Taiobeiras", de minha autoria. 2014.


Para ser realmente livre aos 60 anos, Taiobeiras tem de: cuidar de sua gente, especialmente dos pobres; enfrentar e vencer a escandalosa violência que ceifa vidas, inclusive dos jovens; avançar na educação cidadã e permanente, estendendo as oportunidades de conteúdo a todos; melhorar a qualidade dos agentes e das instituições políticas municipais, aprimorando a democracia e destruindo os vícios coronelistas e clientelistas do autoritarismo e da compra/venda do voto; transformar as relações sociais, abandonando a cultura do consumismo e do exibicionismo vazios, trocando-a por uma nova era onde valham mais as pessoas e o seu conteúdo interior, do que a aparência e os bens que eventualmente possuam.
Fragmento de texto do livro "SEXAGENARIUS: reflexões pelos 60 anos de Taiobeiras", de minha autoria. 2014.

2 comentários:

Milton Santiago disse...

O X da questão na nossa região: Com recursos, a elite regional e isto serve para todo o Brasil, eles homogeneizaram a economia e com a economia homogeneizaram a política, a vida social, impondo os seus valores. Mas existem todas as premissas para que essa organização se forme e, por sorte, dispomos de muitos casos de vanguarda que nos antecipam a experimentação: Exemplo na região pode ser a ATLALS. A História ensina que, quando os velhos modelos não satisfazem mais, mais cedo ou mais tarde floresce um novo, que oferece mais esperança e serenidade. O ALTO RIO PARDO necessita de instituições e de pessoas que resignifique a vida, conferindo-lhe, a partir de um novo modelo uma identidade nova e consciente... Cabe a ATLAS iniciar esta discussão...Salinas e Taiobeiras tem papel importante nesta nova proposta...concorda Levon Nascimento e que poderemos começar esta discussão já no lançamento do livro MILTONALIDADES!!

Milton Santiago disse...

O X da questão na nossa região: Com recursos, a elite regional e isto serve para todo o Brasil, eles homogeneizaram a economia e com a economia homogeneizaram a política, a vida social, impondo os seus valores. Mas existem todas as premissas para que essa organização se forme e, por sorte, dispomos de muitos casos de vanguarda que nos antecipam a experimentação: Exemplo na região pode ser a ATLALS. A História ensina que, quando os velhos modelos não satisfazem mais, mais cedo ou mais tarde floresce um novo, que oferece mais esperança e serenidade. O ALTO RIO PARDO necessita de instituições e de pessoas que resignifique a vida, conferindo-lhe, a partir de um novo modelo uma identidade nova e consciente... Cabe a ATLAS iniciar esta discussão...Salinas e Taiobeiras tem papel importante nesta nova proposta...concorda Levon Nascimento e que poderemos começar esta discussão já no lançamento do livro MILTONALIDADES!!