segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Minhas razões existenciais para ser de oposição em Taiobeiras

Encontros da Pastoral da Juventude Taiobeiras na
década de 1990
Às vezes fico pensando - e lamentando - sobre como alguns companheiros, que vieram da mesma luta que eu, tanto se alienaram e se entregaram aos ditames da direita política daqui de Taiobeiras.
Fico matutando também sobre o porque de eu não estar lá, na comodidade, numa condição de status, num universo de facilidades e honrarias, alcançando um poder pessoal na sombra dos senhores de plantão.
E, nesta hora, apesar da tristeza por aqueles que não suportaram o peso da luta e que debandaram para o lado da opressão, meu coração se alegra, sobremaneira, pela minha fidelidade ao propósito, pelo meu amor ao compromisso, pela minha adesão aos que sofrem e aos que precisam das minhas energias vitais para a cada dia se tornarem mais humanos.
É como sempre ouvi do profeta Jeremias (1,10), desde que iniciei minha militância nas pastorais sociais da Igreja e, em seguida, no PT e nas Ciências Sociais, "Olha, ponho-te neste dia sobre as nações, e sobre os reinos, para arrancares, e para derrubares, e para destruíres, e para arruinares; e também para edificares e para plantares".
E me pergunto, respondendo de imediato, como na canção "O Profeta": "Como calar? Como escapar? Se tua voz arde em meu peito!"

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