sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Debatendo Taiobeiras: desconstruindo os mitos

Eu escrevi este texto em 26 de julho de 2012, quando a campanha eleitoral para prefeito começava a esquentar aqui em Taiobeiras (MG). Tomei "muita pancada" por conta dele e também recebi outro tanto de concordâncias. Não o publiquei no Blog. Divulguei-o nas redes sociais, pois foi feito como peça de campanha da coligação Taiobeiras Merece Mais. Baixada a poeira entorpecente das vaidades, mesmo sendo um libelo eleitoral, acho que ele contém ainda algumas verdades que precisam ser melhor compreendidas e assimiladas, para o bem da tão acanhada reflexão política taiobeirense. Por isto, republico-o aqui para você. Para que, ao menos pelo meio escrito-virtual da exposição das ideias, haja o debate democrático tão tristemente impedido e amordaçado durante o período das eleições. Amordaçado e impedido justamente por quem, imaginava-se, constitui a elite econômica, cultural e política de Taiobeiras.

O QUE ERA ANTES NÃO É MAIS AGORA. MAS O QUE IMPORTA É O FUTURO.
OLHOS FIXOS NO FUTURO. É ELE QUE NOS ESPERA.

Eu me lembro que em 2000, quando Denerval se candidatou a prefeito pela primeira vez e foi derrotado por Joel Cruz, que seu discurso era o de construir uma nova política, livre de boatos, livre de interesses particulares. Recordo-me que Denerval reclamava muito da onda de boatos. Diziam que ele, por nunca ter se candidatado ou exercido um cargo político antes, não era preparado o suficiente para ser prefeito. Outros investiam contra o fato de ser um empresário de sucesso. Afirmavam que ele era ruim com os empregados, etc... Felizmente, tudo isso caiu por terra. Prevaleceu a comparação de perfis.

O fato é que, quatro anos depois, contra todo esse tipo de boataria, Denerval chegou ao poder e aí está há oito anos. Tenho sérias críticas políticas ao seu governo. E já as fiz, livremente, em meus artigos que estão disponíveis no Blog e na coluna que mantenho no Jornal Folha Regional. Nada contra sua pessoa e sua brilhante liderança. Ninguém nega que Denerval conseguiu impor o seu ritmo e a sua liderança a Taiobeiras. Isto é fato incontestável. E há méritos luminosos em seu trabalho que a história saberá guardar, contar e homenagear.

Infelizmente, no entanto, a história tem o costume de se repetir, primeiro como tragédia, depois como comédia. O discurso de Denerval para chegar ao poder, o do empreendedor de sucesso, o do empresário capacitado, hoje é absolutamente negado por seus apoiadores mais próximos. Usam os mesmos recursos e artifícios que um dia estiveram contra Denerval para atingir Carlito. Olham para Carlito, e sabem que ele tem o perfil mais próximo daquilo que defenderam há oito anos. Mas insistentemente negam. Por qual motivo?

É a lógica do poder pelo poder. Algo natural e comum em termos de Ciência Política. O projeto de transformação acabou. Agora há um projeto de manutenção. Negam-se a avançar ainda mais. Resta saber se é do interesse coletivo de Taiobeiras que isto ocorra.

Buscam velhos mitos do passado, já derrubados por eles mesmos! Inventam perigos inexistentes. Chegam ao ridículo de afirmar que a cidade voltará a ser como antes de Denerval caso Carlito chegue ao poder. É menosprezar demais a inteligência do taiobeirense!

Todos sabem que Carlito não teria chegado a construir o grupo empresarial que construiu se não tivesse capacidade de planejamento, condições de liderança e firmeza ética suficientes. O próprio Denerval é quem inventou “a verdade única” de que governar a prefeitura é como administrar uma empresa. Seguindo essa mesma ideia, qual dos dois candidatos em questão é, atualmente, o que se destacou na boa condução de uma empresa e, portanto, o mais apto a dirigir a prefeitura depois de Denerval?

Merece destaque o fato de que Carlito, até o momento, tem se dedicado firmemente a apresentar propostas e ideias de como conduzir bem o nosso município pelos próximos quatro anos, sem lançar mão de baixarias ou revanchismos. É importante que persista, de cabeça erguida, neste caminho. Fez uma boa síntese do Plano de Governo e, democraticamente, tem se reunido com vários setores da sociedade para debater este mesmo plano e enriquecê-lo. Um bom começo. Um bom exemplo para todos os políticos. Uma inovação em nossa história.

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