terça-feira, 22 de maio de 2012

A juventude tem sede de quê?

Resgatar nossas lembranças... Não para ficar presos ao passado... Mas para avançar ao futuro...

Faz dois anos que eu e minha esposa Flaviana organizamos o livro "Memorial da Juventude de Taiobeiras", um documentário fotográfico contendo a história dos grupos de jovens da Pastoral da Juventude taiobeirense, perfazendo um período que se inicia nos anos 1970 até por volta de 2005. A iniciativa só foi possível graças ao Edital de Microprojetos Mais Cultura do Banco do Nordeste do Brasil, em parceria com a Funarte, órgão do Ministério da Cultura do Governo Federal.

Quase sempre estamos recebendo agradecimentos de várias das gerações de jovens que foram retratadas no livro. E por conta dele já fui convidado a participar de várias atividades de formação para jovens, onde tenho proferido colóquios e introduzido diálogos que objetivam a motivação dessa galera de hoje para o engajamento em atitudes produtivas e sociais. Acredito que o exemplo do passado é útil como inspiração e subsídio de organização. Nossa juventude anda carente de "modelos do bem".

Evidentemente que não se espera que repitam o que já foi feito. Os jovens são essencialmente inovadores e autênticos em qualquer época. O exemplo de outros tempos deve servir apenas como seta a indicar caminhos seguros para "o novo".

Numa sociedade baseada na exclusão, no consumismo e na ostentação, demonstrar aos jovens que é possível progredir com outra concepção, mais humana e menos elitista, é uma necessidade urgente. Os desvios para as drogas, para o tráfico e para a escravização pelo consumo têm falado mais alto. Os que como eu, que tivemos o privilégio e a sorte de viver as experiências humanizadoras dos grupos de jovens da Pastoral da Juventude, precisamos contribuir com a moçada do presente, ajudando no discernimento, "segurando pela mão", de modo a fazê-los crescer com autonomia e otimismo, com auto-confiança e firmeza.

Precisamos sair da segurança do nosso mundo de adultos e ir ao encontro dos que, por força da inexperiência da idade ou dos percalços de uma sociedade desumanizada, estão a tatear na insegurança e na dor.

Como disse o poeta Zé Vicente em sua canção "Pelos caminhos d'América": "Há cruzes beirando a estrada, pedras manchadas de sangue, apontando como setas, que a liberdade é prá lá...!" Sejamos essa sinzalização a indicar o caminho do amor a tantos jovens vítimas da ganância e da maldade. Temos que subir os morros, descer as baixadas, entrar nos barracos e nas taperas, estar nas salas de aula e nas ruas, juntos, presentes.

Encontremos "o rosto do mundo" expresso nas feiçoes da juventude. Ajudemos a saciar a sede de reconhecimento e afeto que resseca as relações humanas do presente. Tenhamos "coração livre", "comprometido" com a construção de um outro mundo possível, mais justo e fraterno para nossos jovens.

3 comentários:

antonio viana disse...

nossa,levon.como você foi feliz nesse artigo.penso que esse é o caminho,temos que sair do comodismo e ir ao encontro dos jovens,também(toda a socdade de consumo)é responsável por todos osjovens e os rumos que estão indo,temos que doar um pouco de tempo e das experiências e compartilhar com ELES,seja nas igrejas ,nas escolas,nos jogos na vida,a fome não é mais de comida e sim de vida,na sua plenitude.
parabens pelo aritgo.um show.it

Cleuber Jones disse...

Levon, ótimo artigo, a nossa juventude às vezes se encontra desnorteada, sem identidade própria, onde em uma sociedade totalmente capitalista/competitiva, é necessário redirecionar o caminho, projetar o futuro. Nos dias de hoje é necessário ter um olhar mais terno e responsável para com a juventude. Amigo um grande abraço. Cleuber Jones.

Cleuber Jones disse...

Levon, ótimo artigo, a nossa juventude às vezes se encontra desnorteada, sem identidade própria, onde em uma sociedade totalmente capitalista/competitiva, é necessário redirecionar o caminho, projetar o futuro. Nos dias de hoje é necessário ter um olhar mais terno e responsável para com a juventude. Amigo um grande abraço.