quarta-feira, 21 de março de 2012

O pôr-do-sol de minha infância e a imensidão da vida

Pôr-do-sol visto da zona rural de Cordeiros/BA, com o Morro da Feirinha
(Condeúba/BA) ao fundo e à direita. 19 fev. 2012.
Eu fiz esta foto a partir da Fazenda Inhaúmas (lugar onde nasci), na zona rural de Cordeiros/Bahia, voltado para o oeste, em 19 de fevereiro de 2012, dois dias antes do meu aniversário. A imagem é do pôr-do-sol, tendo a Serra Geral (divisa Minas/Bahia) e o Morro da Feirinha (município de Condeúba/BA) como molduras, ao fundo.

Quando eu era criança esta mesma imagem sempre me encantou e me angustiou. Passava-me uma sensação de pequenez ante a imensidão, embora eu não soubesse verbalizar ou compreender os insights congnitivos que me despertava. Um sentimento de começo e de fim intrincados e indissociáveis. Uma antevisão do infinito.

Agora adulto, a mesma imagem com sabor de lembranças, resminiscências infantis, não me deixa de trazer uma inquietação. Ao olhar este crepúsculo, me vem a cabeça o quanto nós humanos estamos à mercê da grandeza incomensurável da natureza, da vida e do universo. E também de nossas próprias ações e do acaso.

Que esta compreensão de nossas limitações nos anime a valorizar cada pequeno instante de nossa existência, sempre buscando o caminho da verdade, da justiça e da vida em plenitude, que emana do coração de Deus.

Nenhum comentário: