quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

A leitura de 'A vida quer é coragem'

Acabo de ler o livro "A vida quer é coragem - A trajetória de Dilma Rousseff, a primeira presidenta do Brasil" escrito pelo jornalista Ricardo Batista Amaral, uma narrativa de 304 páginas, 22 capítulos, publicada pela Editora Sextante. Segundo a descrição na própria contracapa da obra, trata-se d"A trajetória pessoal da presidenta Dilma Rousseff e a história do Brasil moderno se entrelaçam numa grande reportagem. Do suicídio de Getúlio Vargas, quando era criança, ao golpe de 1964, quando se aproxima das organizações de esquerda. Da clandestinidade, prisão e tortura na ditadura militar, à luta pela anistia e pela redemocratização. O encontro de Dilma com Leonel Brizola, na fundação do PDT, e sua aproximação com Lula, durante o apagão e na campanha eleitoral de 2002. A chefia da Casa Civil, que assume em plena crise do mensalão, os bastidores da reeleição, a luta contra o câncer e a vitória nas eleições de 2010: uma história de resistência, esperança e coragem".

O livro todo muito bem construído. No entanto, para mim foi especial reviver nos capítulos finais (18, 19, 20 e 21) a batalha da campanha eleitoral de 2010 na qual os blogues, como este, tiveram papel essencial na desconstrução das mentiras oriundas da "guerra santa e suja" pelo submundo da internet que foi imposta à então candidata Dilma Rousseff. O livro ajudou-me a reviver e a avaliar os fatos de nossa recentíssima história do Brasil.

Apesar da detalhadíssima descrição dos fatos da vida de Dilma, em especial a partir do momento em que se tornou ministra de Lula e da campanha eleitoral que a sagrou Presidenta do Brasil, o autor deixou de citar um fato importante do segundo turno de 2010, quando o então candidato Serra, numa visita ao interior do Ceará, foi desmascarado em sua campanha pseudo-religiosa, dentro da Basília de São Francisco, por um frade que proibia que se distribuísse ali os panfletos acusatórios contra a candidata do PT.

Mesmo assim, o livro vale a sua leitura.

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