domingo, 28 de agosto de 2011

A guerra dos comentários

Depois de publicar, nos últimos dias, dois artigos, a saber, "Taiobeiras e o domínio das consciências" e "Taiobeiras e a liberdade das consciências", recebi vários comentários elogiosos e alguns poucos críticos (mas com bons argumentos). Publiquei-os. Não espero apenas receber louvações pelo que escrevo. A escrita é crítica e deve ser criticada. Mas assim, como escrevo com civilidade e respeito às pessoas (mesmo não concordando, às vezes, com o que elas pensam ou praticam) e pautando-me por uma argumentação significativa, acolho os comentários que também discordem de minha visão e que apresentem argumentos em contrário. Isto é bom e me faz crescer politicamente e intelectualmente. Isto é democracia.

No entanto, alguns comentários recebidos, os quais não publiquei, se pautaram pela ofensa direta, pela desqualificação de minha pessoa e ideias, e de outras ligadas a mim, pelo anonimato (sinal de falta de coragem intelectual) ou pela assinatura por pseudônimos não passíveis de existência. Este tipo de atitude é lamentável e revela o nível de pensamento de muitos que detêm relativo "poder" na sociedade taiobeirense. Realmente lamentável para nossa cidade. Mas, fazer o quê? Continuar na luta. Isso só muda com o tempo, com o avanço e o progresso da cultura e dos costumes políticos. Estou no grupo dos que lutam pelas mudanças civilizatórias em Taiobeiras, no Brasil, no mundo...

O tipo de comentários que citei no parágrafo anterior chega em massa, mais ou menos da mesma forma como ocorreu na campanha eleitoral passada (2010), em que o exército de esgoto virtual comandado por José Serra (PSDB) praticou na Web toda sorte de divulgação de mentiras, ilações e falsas notícias contra a então candidata Dilma Rousseff (PT). Serra perdeu a eleição, mas os tentáculos do monstro subterrâneo que criou (baseado em racismo, xenofobia, homofobia e sexismo machista pseudo-cristão) ainda se mantêm bem vivos e atuantes. E está a pleno vapor a se preparar para as eleições de 2012. A sujeira sem rosto, que antes atuava nos becos e esquinas, desta vez também virá pelas vielas virtuais.

Nada a temer. Apenas lamento que em uma cidade que se define como pólo de uma região, tais práticas de "não-díálogo" e de "não-debate" se firmem como o instrumento predileto do "fazer político". Toda mudança significativa no conjunto da sociedade começa no interior de nossas motivações mais íntimas.

Um comentário:

Rhansley Santos (via Facebook) disse...

Respeitando a opinião dos outros. É o que eu digo sempre!