segunda-feira, 2 de maio de 2011

A esperança no cristianismo

João Paulo II
Na homilia da Celebração Eucarística em que foi declarado "Bem-aventurado" o servo de Deus, Papa João Paulo II (1978-2005), em 1º/05/2011, o Papa Bento XVI disse as seguintes palavras: "Aquela carga de esperança que de certo modo fora cedida ao marxismo e à ideologia do progresso, João Paulo II legitimamente reivindicou-a para o cristianismo, restituindo-lhe a fisionomia autêntica da esperança, que se deve viver na história com um espírito de ‘advento', numa existência pessoal e comunitária orientada para Cristo, plenitude do homem e realização das suas expectativas de justiça e de paz".

O pontífice acerta, sobretudo se suas palavras forem analisadas no contexto em que o Papa Wojtyla viveu em sua Polônia natal durante quase toda a vida, até ser eleito sucessor de Pedro em 1978. Também fazem sentido as frases do Santo Padre, se observadas no contexto destrutivo da Guerra Fria, para os cristãos da Europa, em particular, e para toda a humanidade, no geral. No entanto, humildemente, creio eu, nós católicos precisamos rogar a Deus, e também trabalhar, para que surjam novos "gigantes da fé" a nos devolverem a "autêntica esperança" cristã frente ao avanço do "deus-mercado-capitalista", que hoje devora corações e mentes em tudo o mundo, sobretudo em nossa América Latina, ameaçando a própria existência da vida na Terra. "A criação geme em dores de parto". (Rm 8,22)

Creio eu, também, que muitos destes "gigantes" já estiveram ou estão entre nós, cabendo-nos solicitar ao Espírito Santo o dom da sabedoria, para sabermos discernir seus gritos a nos alertarem.

Sinto que alguns deles são os seguintes, em nosso contexto de Brasil: Helder Câmara, Aloísio Lorscheider, Evaristo Arns, Luciano Mendes de Almeida, Pedro Casaldáliga, Oscar Romero, Leonardo Boff, Dorothy Stang, dentre tantos outros...

"Quem tem ouvidos, ouça!" (Mt 13,9)

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