quinta-feira, 7 de abril de 2011

Amor e Revolução

Surpreendi-me positivamente com duas coisas relacionadas à nova novela do SBT, Amor e Revolução, que não estou acompanhando, diga-se de passagem.

1ª. O grande número de alunos e até de colegas professores que vem se "supreendendo" com a crueldade da Ditadura Militar brasileira (1964 - 1985) apresentada na trama. Quer por vocação política, quer por força de ofício (sou professor de História), as informações e descrições do regime militar não me são novidades, embora sempre que os revisito em leituras e conversas me despertem continuada indignação.

2ª. O fato do SBT, emissora de pouquíssimo conteúdo relevante, ter a coragem de apresentar uma novela com temática tão importante para a memória histórica do Brasil, também me interessou, e espantou. Não é comum. Mas é bom. Nosso país, de memória curta, precisa conhecer sua história, criticar seu passado e exorcizar seus "demônios" por meio da informação e da verdade. A TV, meio de comunicação de maior audiência entre os brasileiros, deveria se prestar mais a cumprir este papel de educadora. Evidentemente que não faço aqui uma análise das qualidades técnicas e de teledramaturgia do folhetim em questão.

Que outras iniciativas do gênero prosperem!

Um comentário:

Anônimo disse...

Ei Levon, eu acompanhei dois capítulos esta semana e fiquei surpresa também,mas que chamou a minha atenção é que no final de cada capítulo pelo menos nestes dois dias em que assisti, os depoimentos de pessoas que sofrem torturas e que foram perseguidos pelo regime militar.
abraços
Sônia Gomes