terça-feira, 16 de março de 2010

Sobre cotas raciais no Brasil

Trata-se do depoimento histórico do professor Luiz Felipe de Alencastro no Supremo Tribunal Federal, no dia quatro deste mês, no quadro dos pronunciamentos que antecedem o julgamento das cotas.

Alencastro é o responsável pela cadeira de História do Brasil na Sorbonne e autor do livro clássico “Trato dos Viventes”, Editora Companhia das Letras, sobre o tráfico negreiro – um “Casa Grande” contemporâneo. Alencastro lembra:

Em 2010, os afrodescendentes, os que se dizem pretos e pardos, são a maioria da população brasileira. Nenhum país foi tão escravista quanto o Brasil. Dos 11 milhões de escravos vivos que chegaram às Américas, entre 1550 e 1886, 44% vieram para o Brasil, ou seja, 5 milhões. Eles vieram sob tortura, trazidos por negreiros lusos e brasileiros e, depois, por traficantes brasileiros. Vinham acorrentados, como descrevia Castro Alves, que sabia disso, porque o padrasto era negreiro. Das 35 mil viagens através do Atlântico, nenhum barco africano esteve envolvido no tráfico. Alô, alô, Senador DEM-óstenes (clique aqui para ler "DEM-óstenes põe a culpa nos africanos pela escravidão")

No Século XIX, o Brasil foi a ÚNICA nação independente que traficava escravos. A Lei estabeleceu que, em 1831, os negros que chegassem a uma praia brasileira eram considerados livres. Porém, a Lei e as instituições fizeram vista grossa e foi possível re-escravizar por sequestro. Era o sequestro de homens livres. Assim, desde 1831, 760 mil negros e seus descendentes foram mantidos ilegalmente na escravidão, até 1888. Eles não eram escravos. Eram sequestrados.

Esse pacto entre sequestradores de homens livres para torná-los escravos e as instituições brasileiras é, segundo Alencastro, o “pecado original” da democracia brasileira. E, por isso, não só os negros pagam pela escravidão.

A violência contra o escravo contaminou tudo. A violência policial surge como subproduto da escravidão. Como punir o escravo delinquente, sem privar seu proprietário do trabalho do encarcerado? Desde 1824 tinham sido extintas, formalmente, as punições físicas a presos. Mas, pesou sobre toda a população negra E LIVRE o temor de ser açoitado, como substituto do encarceramento. O terror, a tortura, o açoite intimidavam o escravo – e todos os outros cidadãos pobres. O proprietário preferia punir com o açoite a prender.

Os pobres também pagaram o preço da herança escravista e sua violência. Eles também eram vítimas da violência corriqueira. Além disso, a Lei Saraiva, de 1881, impediu o voto do analfabeto e, portanto, bloqueou o acesso de libertos e futuros libertos à cidadania. Isso permaneceu até 1985, quando a Lei autorizou o voto do analfabeto. Mas a exclusão permaneceu, sobretudo na população negra, onde o analfabetismo é maior.

As taras do Século XIX contaminaram o país inteiro – negros e braços. Só a redução da discriminação consolidará nossa democracia. A política afirmativa e a adoção das cotas aperfeiçoam a democracia. Não tem sentido fazer alarmismo e dizer que as cotas vão transformar o Brasil numa Ruanda, um país em que a independência ocorreu em 1962.

As cotas já existem !, – enfatizou Alencastro. Dezenas de milhares de brasileiros entraram na universidade através do ProUni. 52 mil estudantes de universidades públicas entraram através de cotas e não se tem notícia de violência – nada que se compare aos trotes. O acesso à universidade é o estrangulamento essencial à democracia brasileira. Essa discussão não deve ser ideológica ou partidária, como lembrou o Senador Paulo Paim – lembrou Alencastro.

As primeiras medidas para reduzir a discriminação foram tomadas pelo Presidente Fernando Henrique Cardoso. O presidente do IPEA – instituição de onde Alencastro tirou informações para o pronunciamento – no Governo Fernando Henrique, Roberto Martins, é a favor das cotas. O presidente do IPEA no Governo Lula é Marcio Pochman, a favor das cotas. (A reprodução não é literal e foi feita por Paulo Henirque Amorim

Alencastro pode ser o responsável pelo mais iluminado depoimento nas audiências ao Supremo. Nem o Supremo Presidente do Supremo – que já indicou ser contra as cotas e aconselhou a principal a advogada dos DEMOS que combate as cotas – nem Ele será capaz de resistir à dialética de Alencastro. A luz se fará. Como diria Castro Alves, o pronunciamento de Alencastro foi o “o germe-que faz a palma, a chuva-que faz o mar.
 
Fonte: Paulo Henrique Amorim

34 comentários:

Juliana disse...

A criação de cotas facilita muito a vida de pessoas mais 'humildes', que sempre quiseram estudar, mas muitas vezes se deparam com aqueles que sempre estudaram em escolas particulares e o nivel de ensino é mais elevado, muitas vezes, que em escolas públicas.
Eu, como sempre estudei em escola particular, não me acho muito adequada para opinar a respeito disso. Se digo que sou contra, sou preconceituosa. Se digo que sou à favor, é porque tenho pena (um sentimento, que ao meu ver, não é legal).
Quem faz um bom aluno, não é a escola e nem o ensino, ajuda, mas não é tudo. O que faz um aluno BOM, é ele próprio. Sendo assim, não sou muito à favor da criação de cotas.
Com a criação de cotas raciais, é como se estivesse separando as pessoas por conta da cor da sua pele, isso é uma descriminação. Só porquê a pessoa é negra/parda tem mais direitos, é como se tivesse falando "Que pena desse(a) menino(a) é negra, tem que ter um chance maior de ingressar na universidade", é literalmente um PREconceito, só por que a pessoa é negra ela é pobre? Essa e a visão, se não for de todas, da maioria das pessoas.
Dizem que o Brasil é todos os países em um só, já que a diversidade de 'raças' aqui é tão grande, ja que é assim, TODOS são iguais e tem os mesmos direitos. Não é por que fulano é negro ou pardo que ele vai ter mais 'direito' de entrar numa universidade, do que um outro fulano que é 'branco'.
Com essas cotas raciais só aumenta mais a distinção de 'raças' e com isso a discriminação.


Juliana Oliveira Cruz.
3º ano - 2010 (CEBEC)

Levon disse...

Texto do jornalista LUIS NASSIF em seu blog:

13/03/2010 - 14:00

As cotas raciais e a cadeia do escândalo

"Sou contra as cotas raciais e já me manifestei sobre o tema várias vezes. Defendo políticas compensatórias e a igualdade de oportunidades. E acho que o elemento central que define a desigualdade no ensino é a condição social, a pobreza.

Pode-se alegar que o pobre negro é mais vulnerável que o pobre branco. Mas o remediado negro é menos vulnerável que o pobre branco. Logo o elemento identificador da vulnerabilidade é a pobreza, não a cor. A Unicamp chegou ao melhor modelo conferindo pontos extras, nos vestibulares, aos egressos de escolas públicas; e alguns pontos a mais para os de cor negra, também egressos de escolas públicas.

O segundo motivo é o critério racial – disfarçado em critério de cor. Para um país miscigenado, significaria introduzir um fator de intolerância que será inevitavelmente alimentado por todos aqueles que possuem, de fato, preconceito de cor.

Aqui no Blog abrimos vários posts sobre o assunto, com discussões acerbas, mas civilizadas. Que o diga o nosso comentarista Orlando – dos primeiros cadastrados no Portal – sobre quantas vezes brigamos, quantas nos reconciliamos. E não é devido exclusivamente ao tema, mas ao fato de sermos dois ranhetas.

Em suma, é um tema que não tem componente ideológico envolvido. Portanto, não há motivo para se transformar em dogma.

Continua abaixo...

Levon disse...

Continuação...

Então, qual a razão de ter sido transformado em bezerro de ouro da velha mídia e incluído no aparato de temas circulares que os jornais passaram a abraçar, nessa frente conservadora visando abrir espaço para José Serra?

Essa é a loucura maior.

Do ponto de vista estritamente utilitário, são elementos constituidores dessa frente:

1. Qualquer ato que saia do governo.

2. Qualquer factóide visando atingir o governo.

3. Qualquer factóide visando passar a imagem de um Serra gestor, decidido etc.

4. Cuba, Bolívia, Venezuela, Stalin, Sibéria etc.

5. Bolsa Esmola e outros programas sociais.

Mas porque, cargas d’água, as cotas raciais, um dos poucos temas em que a divisão de grupos não obedece à lógica governo x antigoverno?

A uniformização ideológica

O primeiro passo, para entender essa barafunda, é o baixíssimo grau de formação cultural da atual geração de diretores de redação. Critica-se muito a superficialidade da velha mídia. Muitos acreditam que é intencional, visando atingir o nível mais baixo dos leitores. Não é: reflete o baixo nível de formação da atual elite dirigente.

Montou-se, então, a frente conservadora e conferiu-se a montagem dos argumentos a um grupo restrito de intelectuais menores, delivery, especializados em simplificar debates e em extrair indignação vazia ou visão conspiratória de qualquer tema. Sua função – na cadeia produtiva dos escândalos – é o de alimentadores da intolerância

E aí entra o papel de Ali Kamel que, depois de ungido à condição de fiscal ideológico das Organizações Globo, tornou-se a figura mais proeminente dessa frente.

Ali Kamel exige dos seus subordinados, o que sempre ofereceu aos seus chefes: fidelidade absoluta e lisonja. Ele gosta de ser paparicado, como um sheik do Oriente, mesmo que à custa de expor subordinados ao ridículo. Como no episódio em que a boa revista Época decidiu incluir seu livro (sobre as cotas) entre os dez mais relevantes da década. Quem definiu a honraria: uma plêiade de críticos? Um grupo de cientistas sociais de escol? Não: o diretor de redação da Época.

Como homenagem ao grande chefe, os sub-intelectuais da velha mídia resolveram incluir o tema cotas raciais na agenda neoconservadora. De contrabando, pois não faz parte de temas passíveis de guerra santa.

E passaram a tratá-la com o fervor dos grandes puxa-sacos, que não podem permitir que o chefe maior, o que garante espaço não apenas nas emissoras da Globo, mas nos demais veículos, perca essa batalha. É o que explica o furor desse pessoal, que foi de esquerda, passou para a direita, mas conservou incólume o núcleo central do caráter: puxa-saquismo e radicalização, espaço que lhes permite – na condição de pittbulls – comandar linchamentos e catarses e garantir seu espaço. Nada que os diferencie dos componentes de torcidas organizadas de futebol que crescem nos linchamentos. E apenas neles.

Aí o caso chega na Folha – que sempre teve tradição de simpatia pelas causas minoritários -, bate em um diretor de redação de formação política e histórica insuficiente. E ele engole a história de que, quem criticas os críticos das cotas sociais, está fazendo o jogo do governo.

E permite que dois jornalistas sejam executados nas páginas do próprio jornal." Luis Nassif

Keissy disse...

Acredito que as cotas tem o objetivo de minimizar os danos que os governos causaram as classes menos favorecidas. No entanto acredito que o governo deveria incentivar de outra forma, pois eu acho que existam brancos e negros nesta mesma situação, e é injusto favorecer um que talvez nao mereça
estar ali por ter sido mais "facil"
pra ele.Sou contra, a pessoa tem q realmente merecer estar naquela faculdade, independente de ser branco, negro, pardo, azul, roxo...
Eu penso que o governo deveria investir na melhor educação das crianças mais humildes, para que elas tenham uma boa base e entrem nas faculdades por seu proprio merito, tambem ajudaria eles se tornarem profissionais mais empenhados e capacitados para o mercado de trabalho. O governo esta tentando " tapar um buraco, abrindo outro".

pronto levon... um ponto extra pra mim!!!

Maíra Ganem disse...

A criação de cotas serve para facilitar a entrada de negros em universidades. E realmente facilita. Mas venhamos e convenhamos, que preconceito é esse?! As pessoas tem que passar em um vestibular e fazer um curso superior por mérito dela própria. Não porque é negra. Assim, estamos desmerecendo a inteligência dos negros - como se o cérebro de um branco fosse mais apto para o conhecimento... Que arrogância! E será que os próprios negros se sentem satisfeitos com isso ou acham que estão discriminando-o? Aliás, se eu ou você nos declararmos negros, mesmo que ninguém ache isso e nossa pele seja clara, ganharemos uma cota? E se não aceitarem, podemos considerar isso um preconceito? Essa é uma questão que gera muitas controvérsias e tem que ser muito bem debatida. Se os favorecidos (ou prejudicados) não estão movendo um palito quanto a isso, quem somos nós para reclamar?!

Áurea Maíra Ganem
2º ano - CEBEC

Terceirão! disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
vinicius disse...

Pra ser sincero esse sistema de cotas que temos hoje em nosso país é uma falta de respeito a quem presta o vestibular, pois a cor de uma pessoa não pode ser usada como pârametro para medir a capacidade de uma pessoa.
Muitos dissem que a maioria das pessoas negras são pobres e não tem a mesma oportunidade que um branco tem de estudar em um escola particular, isso realmente é verdade, pois em nosso país existe uma diferença muito grande entre a qualidade do ensino particular e do publico, mas para que isso mude só temos uma arma que é o voto.
Só que a falta de oportunidade é usada como desculpa para que continui tendo o sistema de contas, mas todos temos que convir quando uma pessoa realmente quer não tem barreiras que a segure, um bom exemplo disso é o nosso ex-ministro da cultura Gilberto Gil uma pessoa que era muito pobre que lutou muito e hoje é sem duvida um dos homens mais respeitados desse país.
As vezes penso que o sistema de cotas e usado como um pagamento da "divida" que todos os brasileiros tem com os negros e indigenas, que foram muito para esse país, mas temos que parar para pensar essas contas raciais acaba produzindo mais preconceito, e ja que queremos acabar com as desigualdades sociais do Brasil um bom começo seria o fim das cotas raciais, para quem sabe um dia possamos ser um pais de "primeiro mundo".

willian disse...

Sou mais contra do que a favor. Pois eu acho isso é o maior sinal de preconceito contra os negros, porque dá à entender que as pessoas de pele escura não têm capacidade de ingressar em uma faculdade com seu próprio conhecimento, e precisa ter vagas especiais. Porisso os negros tem esse tipos de preconceitos pelas pessoas por terem cotas raciais. Então tinha que ver primeiro o nivel de QI da pessoa para que a pessoa possa ter essa cota racial.
E porisso vivemos em um país com preconceitos na sociedade.
By: Willian Rocha Rodrigues
3º ano - 2010 (CEBEC)

Maitê disse...

Sou totalmente contra o Sistema de Cotas Raciais. Eu acredito que o aluno deve ingressar em uma faculdade por seu próprio mérito e não por questão de raça ou cor. Com as Cotas Raciais , muitas vezes torna o professor receoso , pois temem de serem chamados de racistas , caso reprovem ou dêem notas baixas a alunos cotistas , isso mostra que as Cotas Raciais levam a hipocrisia pra dentro da sala de aula. Cotas raciais geram preconceito contra pessoas decentes de todas as origens, que gostariam de ser julgadas pelo seu mérito e não pela cor da sua pele. Como ter a certeza que um cotista será um profissional competente? Você faria uma cirurgia com um médico cotista ? Claro que toda regra tem sua excessão , mas isso seria com um pé atrás , não ? Isso tudo é como se estivesse dando mais direito a pessoa só porque ela é negra ou parda , não dizem que somos TODOS IGUAIS ? Então para que isso ? Se os alunos negros ou não-negros vindos de uma escola pública não tem condições de "competir" com um aluno de uma escola particular a culpa é do GOVENRO , que não investe no ensino público , as escolas públicas não eram pra estar do jeito que estão , "largadas" melhor dizendo.Isso tudo é como se estivesse dando mais direito a pessoa só porque ela é negra ou parda , não dizem que somos TODOS IGUAIS ? Então para que isso ? Ja que o Brasil é um país de diferentes raças , acho que devemos pensar mais sobre isso de sermos iguais , e todos termos o mesmo direito! Porque isso tambem é uma falta de respeito pra quem presta vestibular , que fica anos e anos estudando pra chegar um só por causa da sua cor e "tomar" a sua vaga. Isso deve ser resolvido de uma forma coerente, de uma forma que seja justa para ambos os lados. E isso só está aumentando cada vez mais a discriminação e o racismo!

Maitê - 2º Ano CEBEC

Bárbara disse...

O Sistema de Cotas Raciais, cujo principal objetivo é FACILITAR e ingressar pessoas "negras" em uma Universidade Pública traz comentários e opiniões bem divergentes.
A principal tese usada para que o Sistema de Cotas Raciais fosse "aprovada" é que os afrodescentes ja sofreram muito e não tiveram uma oportunidade digna de "subir" na vida, ou seja, tiveram um passado trágico e isso os afetou diretamente no futuro profissional.
Sou contra ao Sistema de Cotas Raciais, pois vivemos em uma sociedade racista sim e o Sistema de Cotas só serve para confirmar. Além disso, a criação de cotas só faz tampar um "buraco" que o Governo não sabe como fechar. A educação básica das escolas públicas é uma vergonha, quase nada é investido na educação de base e conseqüentemente muitos alunos ficam prejudicados para entrar em uma boa Faculdade. Essa defasagem intelectual acaba afetando todos os estudantes, inclusive aqueles de escola privada, que muitas vezes perde sua vaga em uma Faculdade Pública por causa de um Sistema de Cotas mal definido e explicado.
A capacidade educacional de cada um não se mede pela sua cor de pele, muito menos pela sua conta bancária; Somos todos iguais perante a lei, certo? Então porque o Sistema de Cotas? Se ela existe para dá mais oportunidades as pessoas "humildes”, por que então o governo não começa dando oportunidade nas redes de escola de ensino fundamental/médio? Ah, claro, porque eles prezam mais a quantidade de alunos formados no Ensino Médio do que a qualidade com que eles foram formados.
A criação de contas é mais uma maquiagem mal feita pelo governo, é um novo "muro de Berlim",separando ideologias raciais bem diferentes dentro de um mundo onde todos se julgam iguais.
Com isso,o Sistema de cotas só faz aumentar mais ainda a discriminação racial e subjuga a capacidade intelectual pela cor da pele,voltando a um pensamento antigo,baseado na escravidão.


Bárbara Helen Mendes Batista
3º ano - 2010 (CEBEC)

Terceirão! disse...

A criação das cotas aconteceu devido à necessidade de fazer com que alunos negros ingresassem em escolas de Ensino Superior ( Faculdades e Universidades). Isso porque se leva em conta que os negros não tem , e nunca tiveram oportunidade para estudar em uma boa escola , afinal, todos sabemos que as ecolas públicas de hoje em dia não nos ofereçem muito , em se tratando de oportunidades e preparo para o futuro de vestibulares e concursos,sendo assim eles não podem competir com pessoas que tiveram mais oportunidade.
Até aí tudo bem !Mas se o intuito do governo é acabar com o preconceito racial, ele deveria começar dando o exemplo para a sociedade, pois, com as cotas os alunos negros estão sendos tratados como seres diferentes(o contrário do que o governo "prega", afinal eles nos falam que todos somos IGUAIS), além de serem taxados de incapazes de passar em um vestibular. Eu , particularmente não acredito que o fato de uma pessoa ser negra faz com que ela seja incapaz e diferente dos outros alunos que fazem o vestibular.
Enfim , sou totalmente contra as cotas !

Jéssica Pereira Silva disse...

Sinceramente não sou a favor das cotas racionais. Não medimos uma pessoa pela sua cor ou mesmo pelo seu estilo de vida. E sim pelo esforço que elas fazem para chegar em seus objetivos. Sim eles fizeram isso para facilitar a entrada de um negro a uma universidade,mais isso acaba sendo uma discriminação. E porque não eles entrarem em qualquer universidade?!Eles tem a mesma capacidade que os brancos. Muitos negros lutaram pelos seus objetivos e hoje são conhecidos mundialmente. Isso basta da força de vontade de cada uma delas.Todos somos iguais ,e temos as mesmas capacidades e deveriam tem as mesmas oportunidades. Mas nem todos tem essa mesma visão. Muitos acham que ‘’NEGROS’’ são totalmente diferentes, e que devem ser afastados dos brancos.

Jéssica Pereira Silva disse...

Sinceramente não sou a favor das cotas racionais. Não medimos uma pessoa pela sua cor ou mesmo pelo seu estilo de vida. E sim pelo esforço que elas fazem para chegar em seus objetivos. Sim eles fizeram isso para facilitar a entrada de um negro a uma universidade,mais isso acaba sendo uma discriminação. E porque não eles entrarem em qualquer universidade?!Eles tem a mesma capacidade que os brancos. Muitos negros lutaram pelos seus objetivos e hoje são conhecidos mundialmente. Isso basta da força de vontade de cada uma delas.Todos somos iguais ,e temos as mesmas capacidades e deveriam tem as mesmas oportunidades. Mas nem todos tem essa mesma visão. Muitos acham que ‘’NEGROS’’ são totalmente diferentes, e que devem ser afastados dos brancos.

Jéssicaa disse...

Sinceramente não sou a favor das cotas racionais. Não medimos uma pessoa pela sua cor ou mesmo pelo seu estilo de vida. E sim pelo esforço que elas fazem para chegar em seus objetivos. Sim eles fizeram isso para facilitar a entrada de um negro a uma universidade,mais isso acaba sendo uma discriminação. E porque não eles entrarem em qualquer universidade?!Eles tem a mesma capacidade que os brancos. Muitos negros lutaram pelos seus objetivos e hoje são conhecidos mundialmente. Isso basta da força de vontade de cada uma delas.Todos somos iguais ,e temos as mesmas capacidades e deveriam tem as mesmas oportunidades. Mas nem todos tem essa mesma visão. Muitos acham que ‘’NEGROS’’ são totalmente diferentes, e que devem ser afastados dos brancos.

Ingridy Isabel disse...

Sou contra as cotas raciais , pelos seguintes motivos: abrir cotas da a aparencia que os negors são burros e incapasses de passar no vestibula.Fica também paracendo que é uma forma da sociedade se redimir perante seu erros no passado.
Pura ignorância não é a cor que deve ser quesito analizadoe sim conhecimento.Não é fazendo isso que irão se redimir com os negors.
Tudo bem que vivemos em um país com grande indice de desigualdade social , mas temos brancos que não tem condiçoes e temos negros que são de familias bem sucedidas.
Não quer dizer que por ser negro é digno de pena ,pois nao tem dinheiro, nem inteligenia puro preconceito.Não é abrindo cotas que resolveram os problemas deveria dar mais importancia a desigualdade social resolveria melhor a situação do país.

INGRIDY ISABEL
3º ano - 2010 (CEBEC)

DANÚBIA disse...

A criação de cotas no Brasil, não passa de mais uma decisão mesquinha e hipócrita do governo para "mascarar", seus interesses particulares e individualizados.
Porque não investir em educação; aumentar o número de vagas nas escolas, prioriorizar a educação?
Não! É mais fácil caracterizar as pessoas, destingui-las, traçar paramêtros, até então, julgados como "sociais".
O própio âmbito social, cria o preconcenito; o governo, e todos aqueles que "aceitam" tais imposicões. É como se vivéssemos em ditadura. Sim! Porque falta voz ativa.
Votar não é somente eleger, é "abrir a boca", se impor.
"A que raça você pertence?"; "Qual a sua renda anual?"; "Você se cnsidera negro?". Tais perguntas chegam a causar repulsa, e infelizmente estão frequentes e/ou até mesmo servindo de intermédio em relacionamentos sociais e até mesmo pessoais.
Quanta falta de respeito, quantas formas de se "alimentar" preconceitos, quantas "bocas caladas"!
Pele, genética, ciência, melanina, células; não definem inteligência, potencialidade, integridade, capacidade!Não!
Só existe uma única raça: "a raça humana" !
Somos um mundo multipolar; somos racionais, dotados de inteligência de razão! Não somos brinquedos, marionetes, bonecas. Não somos constituídos só de pele.
O corpo é apenas um envólucro, uma cúpula onde habita um SER.
S-entimento;
E-emoção;
R-razão.
Quem quer consegue! Lutar é a príncipio apenas uma opção, mais tarde uma obrigação; mas VENCER não! Vencer é apenas CONSEQUÊNCIA; de TENTAR por mérito PRÓPIO!
"Se capacidade, fosse definida pela cor, Deus seria "arco-íris". E seus filhos? COLORIDOS IGUALMENTE"

Danúbia Larissa Miranda Silva- 3° Ano 2010 (CEBEC).

Ana Lívia disse...

Se não existe desigualdade e descriminação , então porque criar cotas onde um certo grupo seria beneficiado ? Claro que nessa criação há também seus pontos positivos ; ajuda e facilita a entrada nas universidades. Muitos aproveitam com toda garra e determinação essa oportunidade única. Já outros nao dão muita confiança a isso. O fato de um aluno estudar em uma escola pública não lhe dá o direito de ter uma oportunidade maior. É claro que nas escolas particulares o ensino é mais elevado a atenção dos professores é maior , devido ao número de alunos , mais o aprendizado depende do interesse de cada um. Todos temos capacidade de nos desdicar e assim disputar com igualdade as vagas na universidade. Concluindo, nao sou muito a favor da criação das cotas raciais.

Ana Lívia
2º ano
CEBEC

Terceirão! disse...

Levon,
O comentários postado á alguns minutos que não possui nome é meu !
peço desculpas .
Beijos.
Rayana Meireles .
3º ano CEBEC

Sandy disse...

Eu sou contra a política de cotas racias mas sou a favor de uma política de exclusão social. Na minha opinião o governo deve dar apoio as pessoas carentes independe da cor. Ao invés de privilegir poucos, o governo deve investir na criação de novas vagas de trabalho e principalmente investir na área da educação (exclusivamente o ensino fundamental e médio), pois assim o mesmo estaria dando maior chance dos jovens realizarem o sonho de entrar em uma universida. Agindo assim o governo estará ajudando a todos independe da 'cor' .

Gabriel disse...

Eu simplesmente acho que o sistema de cotas raciais não é o melhor caminho para se ter uma boa formação ou uma boa educação para as pessoas de raça negra.
Para se formar um bom profissional depende exclusivamente da própria inteligência e boa vontade do cidadão em sua formação profissional.
Eles podem até ter o benefício de cotas, mas se não tiver boa vontade, boa formação, não adianta entrar para uma faculdade porque é perigoso que ele desista logo nos primeiros dias ou anos de curso.
O que vale mesmo é se ter boas escolas públicas para quem não tem oportunidade de cursar uma escola particular.
O que teria que ter é um bom incentivo aos professores da rede pública em ministrar aulas em que realmente se prepare para um vestibular os professores é desmotivados e os alunos ficam mais desmotivados ainda.
Precisa mesmo é de uma injeção de animo para que todos tenham um final feliz, para competir com igualdade, competência prepara.
Não é por causa da cor que o indivíduo vai ser um bom profissional, talvez as pessoas de pele negra, parda não ingressa tanto em faculdades porque ela própria não tem interesse, não estudam o suficiente, não buscam esta formação.
Todas as pessoas, seja negra, parda, branca, têm obrigação de se preparar para competir com igualdade as vagas que são oferecidas nas universidades.
Não há necessidade desta discriminação para que os negros entrem nas universidades, precisa mesmo de ESTUDAR, PREPARAR, para ser um profissional respeitado e competente.

Rayanne Bandeira Mendes 2º ano - 2010 CEBEC disse...

A criação de Cotas, a muito tempo vem criando uma espécie de ‘polemica’ entre a população.
Particularmente eu não sou muito a favor, as cotas escolares servem para aderir alunos supostamente desfavorecidos por situação financeira ou étnica. Más é também uma forma de preconceito, uma forma subjetiva de alegar falta de capacidade de se conseguir um bom estudo por esforço próprio. Por outro lado, quem é beneficiado com esse tipo de cota não se incomoda muito, afinal o sonho de muitos, é ter um curso superior, e quanto mais maneiras fáceis e acessíveis de se conseguir isto melhor!
Analisando então meu ponto de vista e de quem realmente precisa disso, eu acho que não devemos julgar, pois ainda não precisei das ‘COTAS’, e hoje sou contra más um dia posso precisar e ser a favor. Por isso não as julgo mal, afinal grande parte da população depende delas, porém não acho certo decidirem quem precisa ou não.

Terceirão! disse...

Sim,eu sou a favor das cotas, pois através delas que nós estamos consseguindo igualar a diferença entre as pessoas,entre as raças existidas. Igualando o nivel de inteligencia entre alunos. A cor de uma pessoa nao distingui a sua situaçao financeira ou seu nivel de conhecimanto... Mas existem pessoas que sao pobres e por fato do destino sao negras ! Mas que sempre tiveram vontande como qualquer outro adolecente,vontade de ter um bom ensino, um bom aprendizado, mas que nao teêm condiçoes financeiras pra isso. Ai que entra a funçao das cotas,ajudar essas pessoas a terem uma oportunidade como quaquer outra pessoa !
Uma prova é dada pra testar o conhenhecimento de cada pessoa, e se essas pessoas forem pobres e nao tem condiçoes de pagar uma boa faculdade, mas conseguir uma nota boa, porque nao engressar com bolsa integral ou uma boa parte ?!
Pois pode ter alunos que sempre estudou em escola particular, nao passar, e outtros alunos que sempre estudou em escolas publicas passarem em primeiro lugar !
Mas no meu ponto de vista as cotas devem sim continuar e ajudar mais pessoas carentes !


Jéssica Nscimento Mendes
3º Ano-2010 (CEBEC)

Thales disse...

As cotas raciais nas Universidades públicas, pelo Brasil, tem que continuarem a ser aderidas sim. Elas, diferentemente de uma idéia racista pelos influentes governamentais, evidencia que estudantes não capazes de integrar uma boa faculdade tiram proveito de tais artifícios feitos para um país subdeselvolvido. Essas "ajudas" que o governo disponibiliza, particulamente vejo que são apenas formas de evidenciar que algo é feito para os tais "desfavorecidos". Mas, para todo um acontecimento, os mesmos influentes criadores de tais leis não tem culpa alguma se muitos julgam tal ato como racista, ou preconceituoso, são apenas atitudes tomadas para que haja consciência de que algo é feito para alguns que se consideram Menos Favorecidos.

Desde então, se racismo algum existe na criação de cotas raciais, o que realmente existe são estudantes incompetentes intelectualmente a estudarem e passar em boas universidades como uma maioria, e que acima de tudo, necessitam de auxílios dado pelo governo para maior facilidade de integração ao estudo desejado. Desde modo, os própios estudantes se rotulam como incapacitados e, geram tais polêmicas como esta que precisamos sempre distucir.

Camila Pet disse...

Sou contra. Só o fato de existir cotas, já está sendo uma forma de racismo indireto. Porque se todos somos iguais independente de credo, cor, religião...Então pra que se estipular cotas? Todos temos as mesmas capacidades e direitos de lutar honestamente por uma vaga, sem que "este ou aquele" seja privilegiado por ser preto, branco, azul...
Se comecarem a criar cotas pra cada classe que se sentir inferioriorisada já viu néh?! Cotas pra LOIRAS, PRA GAY, PRA GORDO, PRA ANÃO, PRA GAGO... Dali a pouco, os desfavorecidos vão ser os "normais"!
Agora se as cotas forem estipuladas para pessoas cuja condição social seja mais carente, ai sim acho justo.

Camila Petrone
2º ano - CEBEC

gu disse...

Acho um tremendo absurdo a existência das cotas raciais, no Brasil toda a população possui descendência européia, africana ou indígena. Quem passa pela cota não possui capacidade, pois se possui-se passaria sem cota, pior quem passa por cota sabe disto, sabe que ganhou a vaga de modo vergonhoso. Sou descendente de negro, minha avó era negra, era porque infelizmente já faleceu. Minha avó era uma das pessoas mais inteligentes que já conheci, tenho certeza que ela morreria de vergonha do sistema de cotas, pois indica que um negro não tem competência para passar sem o sistema de cota, isto é o mesmo que dizer, sou inferior ao branco. Mais o pior que vai ocorrer é que após a formatura. Porque imagine você ir a um médico e quando entra na sala do médico ele é negro, na mesma hora irei pensar, será que ele é da cota? E depois saiu da sala dizendo qualquer coisa e vou procurar um médico branco, pois o branco vai ralar muito mais do que o preto. E isto não é racismo, será apenas a lei do mercado, PROCURO O MELHOR PROFISSIONAL. Para ser atendido por um profissional negro ele vai ter que me provar que é melhor do que um branco, será difícil, já que nem na universidade o negro entrou pela porta da frente. Com isto, imagine o prejuízo para todos os profissionais negros competentes. A esqueci, após a cota nas universidades virão as cotas no serviço publico, acho que no serviço publico, poço da incompetência, tem tudo haver. Em fim, tudo pela “POLITICAGEM” ou porcaria.

Gustavo Caldeira Rocha.
2º ano - 2010 (CEBEC)

Luma disse...

Como já foi dito, o sistema de cotas foi criado para garantir algumas vagas para negros e índios que moram no Brasil e que querem alcançar seu lugar na sociedade através dos estudos e de uma profissão. De acordo com a nossa constituição, todos temos o direito de estudar. Até aí, tudo bem? Não. O sistema de cotas é claro quando diz que é para negros e indígenas, o que propriamente contradiz a constituição na qual sabemos que "perante a lei, somos todos iguais". Onde está a igualdade? Acredito que querer distinguir raças não é o melhor caminho para se conseguir um lugar na sociedade, o que realmente leva a pessoa por um bom caminho é o seu próprio mérito, não a sua raça. O que quero dizer é que não é a cor da pessoa que indica se é ou não um bom aluno. O vestibular é feito para selecionar os melhores, não os mais 'humildes'. O caminho para o sucesso é concerteza um aluno interessado, esse sim, consegue abrilhantar seu futuro, seja ele negro, pardo, indígena ou branco.

Luma Moreira Ramos
2° ano - CEBEC

Jéssyka Jennifer disse...

A história começa com senzalas, feitores e escravos, estes negros, e termina com horríveis punições. O negro sofreu muito. O poeta Castro Alves em poemas como "Vozes d'África" e "O Navio Negreiro" presentes no seu livro: “Os Escravos” tenta combater a escravidão o que lhe concedeu o título de ‘poeta dos escravos’. Mas o sofrimento chega ao fim com a abolição da escravatura em 13 de maio de 1888, os negros começam a lutar por igualdade, agora motivados pelos ideais da revolução francesa que teve inicio em1789. Sempre lutando por melhores condições de vida, o negro também quer melhorias na educação. Levando em consideração ao índice de analfabetismo negro e a pobreza a necessidade do negro ingressar numa rede de ensino tornou-se urgente, o sistema de cotas para negros foi um grande triunfo. No entanto esse sistema acaba sendo injusto com o branco que, embora tenha tirado uma nota maior que um negro, acaba perdendo a vaga. Isso tudo devido ao tipo de cor de pele? É como diz Bob Marley: “Enquanto a cor da pele for mais importante que o brilho dos olhos, haverá guerra.” Não estou querendo me igualar, através deste comentário ao James Watson, detentor do premio Nobel de medicina em 1962, que afirma: “os brancos são mais inteligentes que os negros”. Estaria, eu, entrando em terrenos racistas. O que na verdade faz o sistema de cotas raciais. O propósito desse sistema era socializar mais o negro, inseri-lo no mercado de trabalho. Mas vivemos em uma sociedade na qual se prega direitos iguais. Logo não existe nem branco nem negro, apenas brasileiro. Quem sabe, um dia, podemos viver sem se preocupar com o racismo que tem estado tão presente nos últimos dias, e, assim, mudar o final dessa história para um “e viveram felizes para sempre”? Não custa nada sonhar.

Brenda Raíssa disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Brenda Raíssa disse...

O sistema de Cotas raciais implantado no Brasil, nas Universidades , auxilia a entrada de pessoas que se consideram " negras" em Universidades para obter um ensino superior.É importante salientar que a toda a população brasileira é descendente de negros-escravos, índios e portugueses ,que habitaram o Brasil durante o período de colonização.
Portanto não há como classificar uma pessoa como 100% negra, e que possui o direito de entrar em uma Universidade através do sistema de cotas.
O sistema de cotas foi implantado primeiramente nos EUA, e não durou por muito tempo, pois a discriminação e preconceito relacionados aos negros aumentou ainda mais.
Atualmente aqui no Brasil há milhares de opiniões diferentes e discussões relacionadas a Cotas Raciais pois muitos acreditam que esse sistema influencia ainda mais o preconceito e a discriminação relacionados a estudantes negros, auxiliando que a população tenha pensamentos como: " Talvez se não fosse pelo sistema de cotas ele não teria passado em alguma Universidade, pois o negro é inferior"
Eu particularmente sou contra a esse sistema de Cotas Raciais, acredito que esse sistema seja uma forma de redimir em relação aos maus tratos e abusos que os negros sofreram no passado, no entanto nada é mais apropriado para redimir do que tratá-los com IGUALDADE e acabando com esse pensamento de INFERIORIDADE.
Se ao invés da criação de Cotas Raciais criassem Cotas Sociais , além de ser mais correto , estaria realmente ajudando alunos "humildes" que querem um ensino superior, mas que infelizmente sua a situação financeira não o permite.

"Esse é o infeliz paradigma que atravessa todas as gerações, mas que infelizmente o Governo Brasileiro não toma decisões suficientes para conter essa situação catastrófica. "

Brenda Raíssa
3º ano
CEBEC

mariana disse...

A criação de cotas raciais, foi uma das melhores coisas que aconteceu para os negros e índios nos últimos tempos. Muitas pessoas são contra as cotas, e dizem que todos somos iguais e temos os mesmos direitos, tirando a conclusão assim que não deve ter as cotas. Mas na verdade precisa sim. Como á maioria dos negros não tem condições financeiras de pagar um estudo melhor para os filhos, eles se vêem na necessidade de colocar seu filho em uma escola publica, ás vezes não tendo suporte para que ele continue lá, fazendo assim com que ele pare de estudar para trabalhar, para que quem sabe um dia continuar a estudar.
E quando algumas dessas pessoas conseguem terminar o ensino médio, eles se vêem sem dinheiro para pagar seus estudos. E quando ele tem uma chance de entrar com mais “facilidade” na universidade, os “Brancos” se vêem injustiçado, assim procurando desculpas para acabar com isso. Falando que as pessoas que criaram a cota estavam sendo preconceituosas e racistas. Mas na verdade eles só estavam querendo que os negros e índios, tivessem chances também, de quem sabe entrar um dia em uma boa universidade.
Mas como o a sociedade não consegue enxerga os negros e índios de outra forma, a não de ser de escravos, ficam “inventando” essas desculpas, para que eles não possam competir com eles, porque eles sabem que os negros tem uma grande capacidade, e eles ficam com receio de que eles possam ser melhores, e com isso acabando com o seu “poder”.
Mas como os negros e índios poderão passar em uma boa faculdade, quando eles não tem um ensino de qualidade, onde professores entram "todo dia" em greve, onde a miséria e a pobreza é tanta , que eles tem de ir com fome a escola e quando chegam lá não tem merenda para que possa saciar sua fome, e ainda querem que ele tem um rendimento bom ? Gostaria que me explicasse como. Agora vêm uns engomadinhos querendo acabar com as cotas, porque se sentem prejudicados com isso. Mas eles não conseguem ver, que existem pessoas tendo sede de conhecimento, e não podem estudar porque existem pessoas a quem eles confiaram e deram seu voto, e que só ficam roubando o seu dinheiro e rindo a suas custas. Agora me fala se isso é justo a essas pessoas?
Por isso sou a favor das cotas!!!




Mariana 2º ano. CEBEC

Arthur disse...

As cotas raciais sempre dividem negativamente as sociedades onde são implantadas, gerando o ódio racial e o ressentimento das pessoas que não entraram na Universidade, apesar de terem obtido nota maior ou igual do que os cotistas nas provas de vestibular. Além disso, levam a hipocrisia para dentro da sala de aula, pois estimulam o relaxamento nos padrões de avaliação, por parte de professores serem taxados de racistas, caso reprovem ou dêem notas baixas a alunos cotistas ou vindos de minorias étnicas. A nossa sociedade, por meio dessa e de outras situações, acabam por incentivar indiretamente o racismo e o preconceito.


Arthur 2ºano (CEBEC)

Thomás disse...

As cotas raciais e por um lado e ruim para outro , ela serve para facilitar a entrada de pessoas negras e pardas em faculdades ,mas a maioria dessa pessoa estudam em escola estaduais e municipais isso e bom pois eles terão chance de estudar e poder ser alguém ou seja tendo um trabalho digno uma família ,mas por outro tem muitos outros que estuda em escola particular e acaba também ganhando esse beneficio , eu sou contra pois isso e feito para ajudar os que tem uma classe media baixa mas acaba ajudando um que tema a classe media ..

Carolina disse...

As cotas raciais serve para que a entrada dos negros e indígenas seja mais fácil nas universidades. Mas e uma discriminação contra eles mesmo , pois da a subentender que eles tem menos capacidade de pensamento, menos inteligência! O governo brasileiro deveria melhorar o seu ensino nas escola publicas e depois disso fazer cotas raciais, se for preciso! Com uma boa educação nada disso seria preciso. Eis a frase: ' o preconceito, a discriminação vem do próprio' ser contra cota nao significa ter preconceito e sim uma ampla forma de ver a educação brasileira.

Carolina 2ºano , CEBEC

Guilherme Grégory disse...

Eu sou contra as cotas raciais, acho que isso promove mais ainda a desigualdade entre brasileiros, acho que para entrar numa universidade por exemplo, as pessoas devem ser julgadas pelo seu nível de conhecimento, pelo quanto estudaram e não pela cor da sua pele. Hoje todo mundo fala em igualdade racial, igualdade social .. se todo mundo quer tanto igualdade, por que então criam um sistema que viria só a discriminar pessoas que hoje eles dizem que são iguais, independente de cor de pele??
Não tô dizendo que racismo não existe, porque existe sim e é um problema que precisa de uma solução, mas não essa solução .. pois desse jeito, o racismo continuaria a existir do mesmo jeito, só se inverteria, pois quem passaria a ser o alvo do racismo seriam os não-negros..
se hoje alunos negros ou não-negros vindos de uma escola pública não tem condições de competir com um aluno de escola particular, a culpa é do governo, que não investe no ensino público, projetos existem sim, mas não saem do papel, as escolas públicas não eram pra estar do jeito que estão, tão “avacalhadas” .. alunos negros de BAIXA RENDA têm sim o mesmo direito de estudar que os alunos não-negros, mas isso deve ser resolvido de uma forma coerente, de uma forma que seja justa para ambos os lados.