sábado, 16 de janeiro de 2010

Ajuda ao Haiti

Para saber mais sobre as providências do Governo do Brasil para ajudar as vítimas do terremoto no Haiti, clique aqui. As informações são do Blog do Palácio do Planalto.



Mais notícias

ONU considera terremoto no Haiti o maior desastre que já enfrentou

GENEBRA (AFP) - O terremoto de terça-feira no Haiti é o maior desastre que a ONU já enfrentou, maior ainda que a tsunami na Ásia no fim de 2004, pois destruiu as estruturas locais de apoio à ajuda internacional, afirmou neste sábado a porta-voz do Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários.


"É um desastre histórico", explicou a porta-voz Elisabeth Byrs em Genebra. "Nunca antes na história das Nações Unidas enfrentamos um desastre deste tamanho. Não é comparável a nenhum outro. O país foi decapitado", completou. Ela explicou que, ao contrário da tsunami de 2004 na Indonésia, no Haiti restaram poucas estruturas locais para canalizar a ajuda estrangeira.

A ONU, que é responsável por coordenar a ajuda humanitária no local após o terremoto de 7 graus que devastou a capital Porto Príncipe na terça-feira, afirma enfrentar "um desafio logístico maior". Ela lembrou que a capital, Porto Príncipe (3 milhões de habitantes), fica a apenas 17 km do epicentro do terremoto. Ao contrário da situação após a tsunami, que matou mais de 220.000 pessoas na Ásia, restaram poucas estruturas locais no Haiti para servir de apoio à ajuda estrangeira. "Até mesmo em Banda Aceh (a província indonésia mais afetada pela tsunami provocada por um terremoto de 9,3 graus), havia bases locais para coordenar a ajuda", disse Byrs.

Em Porto Príncipe água, energia elétrica e as linhas telefônicas foram totalmente cortadas, enquanto as estradas, portos e muitos edifícios oficiais foram gravemente danificados. O governo, que viu até o palácio presidencial desabar, está muito fragilizado. A sede foi transferida temporariamente para uma delegacia próxima do aeroporto.

A capital não é exceção. Em Leogane, ao oeste de Porto Príncipe, não há nenhuma infraestrutura local, segundo Byrs. No total, 90% dos imóveis desta localidade de 134.000 habitantes foram afetados, com um balanço de 5.000 a 10.000 mortos. Na cidade de Gressier (25.000 habitantes) a destruição ficou entre 40 e 50%, assim como em alguns bairros do gigantesco subúrbio de Carrefour (334.000 habitantes).

A ONU está sozinha no comando de uma ajuda internacional gigantesca, que requer desafios logísticos maiores. O que explica a lentidão na aplicação da assistência aos desabrigados e feridos, traumatizados e famintos, que estão entre a fúria e a desesperança. "A distribuição melhora, mas continua sendo muito complicada e muito lenta", reconheceu Byrs. O balanço provisório da tragédia é de pelo menos 50.000 mortos, 250.000 feridos e 1,5 milhão de desabrigados.

A ONU, que prioriza a busca por sobreviventes, afirmou que a meta de suas agências envolvidas é atender 60.000 pessoas por dia.

Cuba disposta a colaborar com os EUA por Haiti

HAVANA (AFP) - Cuba manifestou a sua vontade de cooperar com os Estados Unidos para ajudar as vítimas do devastador terremoto no Haiti, permitindo a utilização de sua infraestrutura médica pelos norte-americanos, após abrir seu espaço aéreo para aviões com ajuda humanitária.

"Cuba está disposta a cooperar com todas as nações na área, incluindo os Estados Unidos, com o objetivo de ajudar o povo haitiano e salvar mais vidas", afirmou a diretora do Departamento de América do Norte da Chancelaria, Josefina Vidal.

Vidal, em declarações concedidas à AFP pelo gabinete de imprensa da Chancelaria, destacou, como parte dessa colaboração, a autorização de Cuba "de forma imediata após a solicitação" dos Estados Unidos para que sobrevoassem seu espaço aéreo a fim de acelerar a chegada de ajuda ao Haiti.

O acordo permitirá a realização de voos de evacuação médica a partir da base naval norte-americana em Guantánamo, sudeste da ilha, para Miami (sul dos Estados Unidos), encurtando cada voo em 90 minutos. A secretária de Estado norte-americana Hillary Clinton agradeceu o gesto.

Cuba autorizou os Estados Unidos a sobrevoarem seu espaço aéreo pelo menos uma vez na última década, após o atentado contra as Torres Gêmeas em Nova York, no dia 11 de setembro de 2001.

Vidal comentou que "Cuba tem a infraestrutura necessária" no Haiti para ajudar a socorrer as vítimas, e que médicos de outros países, incluindo os norte-americanos, podem usá-la.

Nenhum comentário: